A categoria cereal pode facilmente levar a enganos, pois, de uma maneira geral, acreditamos ser sempre uma opção saudável. Afinal, aprendemos que os grãos integrais são ricos em fibras e vitaminas do complexo B sendo benéficos para a nossa saúde, não é mesmo? Então, o que pode ser mais saudável do que a categoria dos cereais?

Já falamos sobre as barrinhas de cereais que podem ser consideradas mais como “barrinhas de açúcares”. Neste post, iremos abordar os principais aspectos que deixam os cereais matinais menos saudáveis e daremos dicas de como melhorar a sua escolha nesta categoria. Vamos lá?

Cereal matinal e seu nível de processamento

Na figura abaixo, trouxemos 3 exemplos de cereais matinais do tipo granola e seu nível de processamento:

Cereal e seu nível de processamento

Mas, afinal o que são níveis de processamento?

Os níveis de processamento são resumidamente o quanto o alimento se afasta de como ele é encontrado na natureza. Ou seja, à medida que adicionamos determinados ingredientes, iremos afastando o produto de como ele é encontrado na natureza.

Nesse sentido, o guia alimentar para a população [1] é bem claro e recomenda que:

  • Alimentos in natura e minimamente processados: devem ser a base da alimentação.
  • Alimentos processados: devem ter seu consumo limitado, consumindo-os em pequenas quantidades.
  • Alimentos ultraprocessados: devem ser evitados, pois são nutricionalmente desbalanceados.

Então, voltando aos exemplo dos cereais matinais acima, perceba que pintamos em vermelho todos os ingredientes que afastam o produto de ser considerado minimamente processado:

  • No produto da esquerda há apenas ingredientes os mais próximos de serem encontrados na natureza.
  • No produto do meio além de ingredientes que encontraríamos na natureza há ingredientes culinários (açúcar, melado, óleos vegetais) que, se consumidos em excesso, podem ser prejudiciais.
  • No produto da direita há ainda mais ingredientes “estranhos”, pois além de ingredientes culinários (açúcar, oleína de palma) há ainda ingredientes constituintes de alimentos (maltodextrina que é extraída do amido, mas não se encontra na natureza isolada dessa forma) e ingredientes sintetizados em laboratório (aromatizantes, estabilizante e antioxidante). Isso tudo faz com que o produto se afaste do que conseguiríamos fazer na nossa própria cozinha.

Dica de como melhorar sua escolha no supermercado

  • Escolha um produto que tenha um grão integral em primeiro lugar, isto significa que este grão estará presente em maior quantidade no produto.
  • Prefira um produto sem gordura ou açúcar adicionado a aquele com esses ingredientes culinários. Mas, se tiver algum desses ingredientes, opte por aquele com o menor número desse tipo de ingrediente, sendo o mais próximo ao que faríamos em casa.
  • Olhe para a tabela nutricional para ver se o produto possui fibras, por incrível que pareça, já encontramos “cereais” com zero grama de fibra alimentar. Conter fibras é o mínimo que esperamos em um cereal. E lembre-se: não vale fibras adicionadas artificialmente pelo fabricante como a inulina ou a polidextrose.
  • Se preferir, baixe o nosso app que facilitamos o seu trabalho salientando os principais aspectos a serem considerados, mostrando alternativas mais saudáveis e rankeando o produto com uma nota de 0 a 100. Basta escanear o código de barras do produto com o seu celular 🙂

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 Fonte:

  1.  Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 156 p.